3 Perguntas Sobre Segurança Contra Incêndio que Todo Gestor de Hotel em Gramado Deveria Fazer

Se você administra um hotel, pousada ou meio de hospedagem na Serra Gaúcha, essas perguntas podem definir se o seu estabelecimento está realmente seguro — ou apenas aparentemente seguro

Por Jorge Guerra Fialho — Engenheiro Mecânico e de Segurança do Trabalho | Fialho Prevenção de Incêndio — Gramado, RS

Nos últimos anos, visitei dezenas de hotéis, pousadas e meios de hospedagem em Gramado, Canela, Nova Petrópolis e região para elaborar e executar projetos de PPCI — Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio.

Em cada visita, converso com proprietários, gerentes e responsáveis pela segurança do estabelecimento. São profissionais dedicados, que conhecem profundamente o negócio hoteleiro e trabalham muito para oferecer uma boa experiência aos hóspedes.

Mas ao longo dessas conversas, percebi um padrão preocupante: as perguntas mais importantes sobre segurança contra incêndio quase nunca são feitas.

Não por negligência. Por excesso de demandas urgentes, por falta de informação técnica, ou simplesmente porque ninguém nunca apresentou essas questões de forma clara e prática.

Este artigo apresenta as três perguntas que, na minha experiência como engenheiro de segurança, todo gestor de hotel deveria fazer — e que 90% nunca faz.

Pergunta 1: Como garantir que todos os funcionários saibam usar os extintores se o turnover é alto e não tenho tempo para liberar a equipe para treinamentos?

Essa é, sem dúvida, a pergunta mais comum que ouço quando finalmente aparece — e também a que mais revela a realidade operacional dos hotéis da Serra Gaúcha.

O setor hoteleiro tem características que dificultam os treinamentos tradicionais: equipes que trabalham em turnos, alta rotatividade de funcionários, sazonalidade intensa especialmente em Gramado e Canela, e uma pressão constante para manter a operação funcionando sem interrupções.

Fazer um treinamento de brigada de incêndio com toda a equipe reunida ao mesmo tempo é, na prática, inviável para a maioria dos hotéis de médio porte.

A solução não está em fazer um grande treinamento anual. Está em criar um protocolo de integração.

Todo funcionário novo — independentemente do cargo, antes de começar a trabalhar — deve passar por uma orientação básica de segurança contra incêndio de no máximo 20 a 30 minutos. Esse protocolo deve incluir a localização de todos os extintores no seu setor de trabalho, o funcionamento básico do extintor — como retirar o pino, apontar para a base do fogo e acionar —, a localização das rotas de fuga e saídas de emergência, e o procedimento de acionamento do alarme.

Esse protocolo não substitui o treinamento formal de brigada de incêndio exigido pela RT CBMRS nº 15/2023. Mas garante que nenhum funcionário comece a trabalhar sem o conhecimento mínimo para agir nos primeiros segundos de uma emergência — que são exatamente os segundos que mais importam.

Para os membros da brigada de incêndio, o treinamento formal semestral ou anual continua sendo obrigatório e insubstituível. A Fialho Prevenção de Incêndio realiza o Curso de Brigada de Incêndio conforme a RT CBMRS nº 15/2023 para hotéis, pousadas e estabelecimentos comerciais em Gramado, Canela, Nova Petrópolis, Três Coroas, Igrejinha, Taquara e região.

Pergunta 2: Como posso saber se a minha brigada de incêndio realmente sabe o que fazer — ou se é só um nome numa lista?

Essa pergunta toca em um dos pontos mais críticos da segurança contra incêndio em qualquer estabelecimento: a diferença entre conformidade documental e prontidão operacional real.

Ter uma lista de membros da brigada de incêndio com certificados de treinamento válidos é um requisito legal. É o mínimo exigido para a renovação do APPCI — Auto de Pesquisa e Projeto de Combate a Incêndio — no Rio Grande do Sul.

Mas um certificado num arquivo e um brigadista que sabe agir sob pressão são coisas completamente diferentes.

A única forma confiável de avaliar a prontidão real da brigada é o exercício simulado.

Um simulacro de incêndio — mesmo que parcial e restrito a um setor do hotel — revela em minutos o que documentos e certificados não mostram. Revela se os brigadistas sabem onde estão os equipamentos, se conseguem operar o extintor sob pressão, se conhecem o protocolo de evacuação, se sabem como acionar o Corpo de Bombeiros corretamente, e se o restante da equipe sabe como reagir ao alarme.

A recomendação técnica é realizar pelo menos um exercício simulado por ano, preferencialmente sem avisar com antecedência o dia exato — pois um simulacro com data marcada tende a medir a preparação para aquele dia específico, não a prontidão real da equipe.

Os resultados do simulacro devem ser documentados e usados para corrigir as falhas identificadas antes da próxima renovação do APPCI.

Pergunta 3: Como garantir que todos os equipamentos estejam sempre em condições de uso — e não só na semana da vistoria?

Essa pergunta é a que mais diretamente conecta a segurança real com a gestão do dia a dia do hotel.

Equipamentos de prevenção e combate a incêndio — extintores, iluminação de emergência, placas de sinalização, sistemas de alarme, rede de hidrantes — não são elementos decorativos. São sistemas técnicos que precisam estar operacionais a qualquer momento, não apenas quando o Corpo de Bombeiros agenda uma vistoria.

Na prática, o que observamos em muitos estabelecimentos em Gramado e região é que os equipamentos recebem atenção intensa nas semanas que antecedem a vistoria do CBMRS e são praticamente ignorados nos meses seguintes. Extintores perdem pressão. Luminárias de emergência ficam sem bateria. Placas fotoluminescentes são removidas para uma reforma e não são repostas. Mangueiras de hidrante apodrecem dentro dos abrigos.

A solução é um programa de manutenção preventiva periódica com registro técnico.

Isso significa inspeções regulares — trimestrais ou semestrais conforme o porte do estabelecimento — realizadas por profissional habilitado, com emissão de relatório técnico documentando o estado de cada sistema inspecionado e as recomendações de correção.

Esse relatório tem dois valores. O primeiro é operacional: garante que os equipamentos estejam sempre prontos para uso. O segundo é jurídico: documenta que o proprietário cumpriu sua obrigação de manutenção — o que é fundamental em caso de sinistro ou autuação.

A Fialho Prevenção de Incêndio oferece contratos de Manutenção Preventiva de Incêndio para hotéis, pousadas, restaurantes e estabelecimentos comerciais em Gramado, Canela, Nova Petrópolis, São Francisco de Paula, Três Coroas, Igrejinha e Taquara. As visitas são trimestrais, com emissão de relatório técnico assinado por engenheiro habilitado após cada inspeção.

Por que essas perguntas quase nunca são feitas

A resposta é simples: porque ninguém as ensina.

O gestor de hotel aprende a administrar reservas, equipes, custos e experiência do hóspede. Segurança contra incêndio aparece como uma obrigação legal a cumprir — não como uma competência de gestão a desenvolver.

Meu trabalho como engenheiro de segurança não é apenas elaborar projetos de PPCI e garantir aprovação no Corpo de Bombeiros. É também ajudar os gestores da região a fazer as perguntas certas — antes que uma emergência as faça por eles.

Seu hotel em Gramado e região está preparado?

Se alguma dessas três perguntas revelou uma lacuna na segurança do seu estabelecimento, entre em contato com a Fialho Prevenção de Incêndio.

Elaboramos e executamos projetos completos de PPCI, realizamos treinamentos de brigada de incêndio conforme a RT CBMRS nº 15/2023 e oferecemos contratos de manutenção preventiva para manter seus sistemas sempre em conformidade.

Atendemos Gramado, Canela, Nova Petrópolis, São Francisco de Paula, Três Coroas, Igrejinha, Taquara e região, com possibilidade de atendimento em qualquer município do Rio Grande do Sul.

Entre em contato pelo WhatsApp (54) 98115-9229 ou pelo e-mail jorge@fialhoppci.com.br.

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